Um diálogo com o espelho!

















Um diálogo com o espelho!

Ultimamente eu venho pensando sobre como é possível amar pessoas que não conhecemos. E não foi preciso ir muito longe para entender que tal proposta é totalmente possível, porém de certa forma (humana) nem tão viável. Utilizando-se do bom exemplo do mestre, Jesus quis que o amor prevalecesse entre os vivos, e que a paz reinasse entre as nações; o que não viabilizou este desejo nada mais foi do que o egoísmo humano e a auto-suficiência que separa o “homo sapiens” pós moderno da graça divina, do favor que não merecemos.

E pensando nisso me questionei sobre “quem amo” e quem devo ou não amar. E o impraticável me saltava aos olhos: devo amar a todos, - Eu disse - o fato de ter amado uma pessoa sem caráter não me torna obrigado a não amar quem não conheço, uma vez que posso estar deixando de amar o amor da minha vida ou simplesmente meu melhor amigo. Quem sabe?

Pelas minhas primaveras decorridas, me convêm definir que o que faço é excedente do abstrato mais impraticável, o óbvio não tão comum - fato este que me faz diferente - mas que me convêm esclarecer: não sou perfeito, mas procuro ser ao menos suportável a mim mesmo e a quem me ama, quem me atura. Não tão a minha altura, mas quem sabe até onde não me veja. Quem entende? Eu não...

Eu sempre soube que quem jura mente. Mas no Brasil, mentira é a denúncia da apostasia política, mentir pra que? Esconder-se de quem, se a verdade sempre vem à tona? Mas se vier e não houver justiça, como sempre? Oh, e agora, quem poderá nos defender? O Chapolin Colorado? Creio que não.

Quisera eu poder cantar as canções que fiz para quem quiser que seja, que diferença isso faz? Todos mentem... Mais dia, menos dia, alguém sorri e te faz chorar ainda que nem mesmo você saiba, mas por falar em samba, aproveitando que ninguém falou, prefiro mesmo os que se samba a dois, mas se ninguém for por mim, sambo mesmo eu sozinho, o que há de profano nisso? A minha dor é minha tanto quanto a sua é sua...

Recentemente estive analisando sobre a capacidade de se dizer duas coisas, e se viver às vezes três. Não se pode agradar a dois Senhores. A um se agrada e a outro se faz desfeita. Ao menos foi assim que aprendi...

Quantos mais seriam necessários os momentos para se afirmar a exatidão de um sentimento? Inadmissível tal resposta! Mas meu mal é ser sempre tão humano que às vezes anjo. Minha viola que o diga... Quantas e quantas canções para que se me fizesse entender que não nasci para cantar, mas sim para ser cantado...? Ou quem sabe até por teimoso ser, cantar a vida de alguém, antes mesmo de me tornar ciente de sua existência, ainda que esse alguém seja eu? A vida é mesmo um jogo... Que às vezes jogo comigo mesmo.

De tudo que me foi possível tomar conhecimento o que mais queria poder entender é o tal do psique. Valores da alma, segredos da vida, o tão almejado segredo da raça humana. Mas fazendo o que me está fácil, ou o que me preparei é tão comum que não me dou conta da virtude que é poder refletir sobre quão gratificante seria fazer o que ninguém espera ou simplesmente o que muitos precisam que se faça, mas todos estão muito ocupados fazendo aquilo que sabem e que melhor lhes convêm, ou o que qualquer um faria. Ame a todos, sim, mas viva a sua própria vida!

Autor: Diego Bruno


Um comentário:

  1. olá Dih..
    passando para prestigiar este blog lindo e de grande valor pra mim com estas maravilhosas mensagens..

    sabes que sou tua fã, né?!!aiai...rsrs

    Deus te abençoe meu amigo...

    beijos e abraços..

    :)

    há...eu tb tenho um blog...num belo quanto o seu, sabe?!!hauahuh
    mas passa lá quando puder...hehe

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Comentários

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